Poucos assuntos geram tanta dúvida entre tutores quanto a castração. Tem gente que acha que é obrigatório, tem gente que acha que muda completamente o comportamento do pet, e no meio disso fica difícil separar o que é real do que é mito.
Mitos comuns sobre castração
Alguns dos mitos mais frequentes:
- “A fêmea precisa parir pelo menos uma vez antes de castrar”: não existe necessidade médica pra isso.
- “Castração muda completamente a personalidade”: o temperamento do pet vem de vários fatores. A castração pode ajudar a reduzir alguns comportamentos ligados a hormônios, mas não muda quem o pet é, e nem sempre resolve comportamentos como agressividade, que podem ter outras causas.
- “É um procedimento sem nenhum risco”: é um procedimento bem estabelecido na rotina veterinária, mas como toda cirurgia com anestesia, envolve riscos que a equipe avalia antes de indicar.
Sobre o mito do peso
Existe a ideia de que castração sempre engorda o pet. Não é bem assim: a castração pode reduzir a necessidade energética de alguns animais, já que o estado reprodutivo entra no cálculo de quanto o pet precisa comer por dia. Por isso, depois do procedimento, vale acompanhar de perto a quantidade de comida, os petiscos, a atividade física e a condição corporal do pet, ajustando conforme necessário.
Benefícios que costumam ser observados
Os benefícios variam entre machos e fêmeas. Em fêmeas, a castração está associada à redução do risco de alguns problemas relacionados ao útero e às mamas, além de eliminar o cio. Em machos, está associada à redução do risco de problemas testiculares e, em alguns casos, de comportamentos como marcação de território e tendência a fugir em busca de parceiras. Cada pet responde de um jeito, então esses benefícios variam caso a caso, e não são garantia de mudança comportamental.
Quando costuma ser indicado fazer
A idade ideal varia conforme espécie, sexo, porte, raça, estado de saúde e o objetivo da castração, por isso é uma decisão que deve ser conversada com o médico-veterinário, e não seguida por regra genérica. Não existe uma idade única que sirva pra todos os pets.
Como funciona a avaliação antes do procedimento
Antes de qualquer cirurgia, o pet passa por uma avaliação clínica pra confirmar que está em condições de ser operado, o que ajuda a reduzir os riscos envolvidos. Essa etapa pode incluir exames complementares dependendo da idade e do histórico do animal.
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Cuidados no pós-operatório
Depois do procedimento, o pet costuma precisar de repouso, uso de colar de proteção pra não mexer no local do corte e acompanhamento da cicatrização nos dias seguintes. A equipe orienta cada detalhe desse cuidado na hora da alta.
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Veja também: Saúde Felina.
