Chegar em casa e encontrar o sofá destruído, o lixo espalhado ou uma poça no chão, mesmo com o cachorro treinado, pode ser sinal de ansiedade de separação. Mas vale um cuidado: os mesmos comportamentos também podem ter outras causas, então esses sinais não fecham diagnóstico sozinhos.

O que é a ansiedade de separação

É um quadro em que o cão sente um desconforto genuíno com a ausência do tutor. O corpo do animal reage a essa ausência de forma parecida com uma situação de estresse, o que explica comportamentos que parecem “exagerados” aos olhos de quem chega e só vê a bagunça.

Sintomas possíveis

Por que esses sintomas não são diagnóstico fechado

Os mesmos comportamentos podem vir de outras causas: falta de atividade física e energia acumulada, medo de barulhos (como obras ou fogos, mesmo sem o tutor perceber), alguma questão de saúde, necessidade de urinar por ter ficado muito tempo sem sair, ou outros transtornos comportamentais que não têm relação com ficar sozinho. Por isso, a avaliação comportamental considera o histórico do cão, o ambiente onde vive, a observação do comportamento e, geralmente, a exclusão de causas médicas antes de fechar o quadro como ansiedade de separação. Gravar um vídeo do cão enquanto está sozinho ajuda bastante nessa avaliação, já que mostra o comportamento real, não só as consequências encontradas depois.

O que pode ajudar

Criar uma rotina de saídas e chegadas mais tranquila, sem uma despedida muito longa ou uma volta muito efusiva, é uma medida que costuma fazer parte do manejo, mas sozinha não resolve casos mais intensos. Deixar brinquedos que ocupem a atenção do animal também ajuda, mas da mesma forma, não é suficiente isoladamente em quadros mais fortes.

Em casos assim, o acompanhamento com um médico-veterinário com atuação em comportamento costuma incluir dessensibilização gradual (acostumar o cão aos poucos com a ausência, em etapas curtas e crescentes) e ajustes no ambiente, montados especificamente pro caso daquele cão.

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O que evitar

Repreender o cão depois do fato consumado não ajuda, ele não associa a bronca ao comportamento passado, só sente a tensão do momento. Isso pode inclusive piorar a ansiedade. O caminho mais eficaz é entender a causa real e trabalhar o comportamento com orientação adequada, com paciência, já que a evolução costuma ser gradual.

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